“Act like a woman, think like a man”

Estava eu perdida nas músicas de 2012, quando me deparo com esta frase. O que me fez pensar há quantos anos nos tentam passar esta mensagem? Ser uma lady e agir como tal, mas pensar como um homem.  

Afinal o quê que isto quer dizer? Apenas me levanta mais perguntas. O que raio significa pensar como um homem? Qual é a amostra de homens que entram neste tipo de pensamento? Será que os homens também têm de pensar com um homem ou podem pensar como uma mulher? O que significa agir como uma mulher?

E porque raio eu tenho de ser ludibriada a pensar como um homem? Ou como uma mulher, as a matter of fact. E se eu quiser pensar como “eu”, Dalvia Rodrigues, uma pessoa?!

Eu nem vou falar do facto de ser uma cantora a reproduzir esta letra. Acho que é uma mensagem completamente errada por ser dirigida a outras mulheres. Se eu fosse uma adolescente talvez começasse a considerar que existe algum problema em pensar como uma mulher. E claro que isso teria impacto na confiança e no desenvolvimento do pensamento. Damos tanta importância ao empowerment das mulheres, mas parece que às vezes nos esquecemos destas mensagem subliminares.

O que me leva ao ponto seguinte. Será que podemos generalizar o pensamento de um género, de tal forma que conseguimos afirmar que um é mais correto que outro? Oh hell no! Of course not! Cada indivíduo pensa de uma forma única! E por mais que consigamos estabelecer algumas parecenças, não existe uma divisão clara, e não podemos fazer juízos de valor.

Não seria tão mais produtivo se divulgassemos essa autenticidade do pensamento, a sua exclusividade? Como cada ser é único e inimitável, bem como o seu pensamento, que é criado através da sua história de vida, das suas vivências, da cultura onde se insere, das pessoas com que convive. Oh well…

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Remember Amsterdam

A semana passada parti rumo a um reencontro e à descoberta de uma cidade completamente nova.

Amsterdam!

Onde perdi a luta contra o frio, pelos meus queridos dedos. Onde me apaixonei pelos museus. Onde me perdi e me reencontrei. Onde assisti a um acidente de bicicleta. E, estranhamente (ou não), onde vi a Rainha. E eis as provas do crime.

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Beneath the Skin

Of Monsters and Men, o pequeno grande vício, que cresceu ainda mais com este último álbum Beneath the Skin.

As músicas têm alcance. Levam-nos numa viagem: desde as mais calmas às que nos fazem esquecer do mundo lá fora com a sua força. Além disso, encontraram uma forma de apresentar não só as músicas e letras, mas ao mesmo tempo os islandeses. Nu e cru.

E talvez seja melhor parar antes que ponha todas as músicas do álbum…

Sem prazo de validade

Gosto daqueles amigos sem prazo de validade. Que não precisam de marcação prévia. Nem de frases bem construídas.

Daqueles que embarcam na minha loucura (e que loucura!) e aceitam andar comigo ao sabor do vento.

Os amigos que me inspiram – a ser melhor, a fazer mais, a sonhar mais alto, e a entregar-me a mim mesma.

Gosto daqueles amigos das conversas sem sentido, e também daqueles das conversas com demasiado sentido para as altas horas da noite.

Um brinde aos que nem pensam duas vezes quando eu digo “Vamos?”, porque é daí que nascem as melhores aventuras.

E àqueles que percebem o que eu quero ou sinto com um simples olhar, o meu muito obrigado.

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“Que amor é este que me faz ir e voltar, Lisboa?”

Lisboa menina e moça fez-se senhora,

E no cimo de cada colina o mesmo esplendor de outrora.

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Lisboa não vejo a hora

De ver o sol beijar os teus telhados.

Perder-me pelas tuas ruas, becos, cantos e recantos.

Ouvir o teu fado e o teu movimento,

Parar para sentir o vento.

.

Lisboa menina e moça fez-se mulher,

E entre os seus bairros só não se perde quem não quer.

.

Lisboa conto as horas

De ver a chuva banhar a tua calçada.

Perder-me pelas tuas multidões, de locais e passageiros.

Ouvir o rio cantar a tua alma,

De cidade que nunca perderá a calma.

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I’m bringing sexy back

Bem, aqui estou eu, outra vez.

Desapareci durante algum (muito) tempo. Fui só sofrer e chorar, mas umas das resoluções para 2016 é trazer este bebé de volta!

Já não sei muito bem fazer isto, sejamos sinceros. Muitas coisas já mudaram, e outras ainda vão mudar. Vamos lá ver como corre. You ready?

Energia, trabalho, felicidade e amor

Acho que chega a uma altura em que temos de parar e perceber onde queremos gastar as nossas energias. Compreender até que ponto vale a pena continuar a tentar, insistir e bater com a cabeça na parede até que uma ou outra rache.

Eu não me importo de trabalhar muito, para mim ou para os outros, desde que acredite naquilo que estou a fazer. Acredite que é para um bem maior: maior do que eu e do que o trabalho em si. Algo que posso fazer muita gente feliz, mas que me deixe feliz durante o processo.

E na maioria das vezes a parte de ser feliz durante o processo é a mais difícil de conseguir, e na minha opinião é essencial. Se eu não estiver bem, se o meu trabalho for em vão, se estiver rodeada que pessoas que não me fazem bem, pouco interessa o bem maior que poderá advir (ou não).

E aí, perde-se confiança nesse fim. Perde-se motivação para o projeto. Perde-se a força.

Começamos a fazer as coisas obrigados, sem ânimo, sem amor.

Quando se perde o amor, perde-se tudo.

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Festival ao Largo

Pela sétima vez o Largo de São Carlos recebe o Festival ao Largo, que proporciona a turistas, lisboetas e demais corajosos noites de cultura, música e dança, acessíveis a todos. E apesar do frio ser ainda uma constante nas noites deste Verão, a realidade é que o largo esteve sempre cheio.

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E claro que também marquei presença – três vezes até – a assistir a espetáculos bastantes distintos: dia 7, com a Orquesta da Universidade de Louvain-la-Neuve; 10, com o Diálogo com o Oriente; e dia 25, com a Companhia Nacional de Bailado. Mundos completamente diferentes, e apresentados de uma forma única, cada qual com a sua sensibilidade.

Outro tipo de espetáculo, também constante para os mais atentos, são as pessoas. Adoro pessoas! Cada um mais cromo que o outro. Desde a velhota que tira selfies com o seu pau de selfies, à senhora que aprecia os atores na revista enquanto espera, aos revoltados com os chicos-espertos que se põem à frente dos outros e, até mesmo, a senhora de laranja que arranhou outro senhor na luta pelo cachecol do Millennium. Muitas pessoas + tempo de espera = muita loucura. E eu não consigo não rir – um dia ainda levo porrada por causa disso, mas por enquanto vou arriscando.

Aprecio todas as iniciativas que tentam levar a arte ao público em geral, porque de facto é um direito de todos. Nem toda a gente tem a possibilidade de ir visitar um museu, de ouvir uma orquestra ou de assistir a um bailado. E a arte não pode ficar reservada a uma pequena fatia da população – ela é muita mais grandiosa do que isso! Não pode ser somente um capricho ao alcance de alguns. E é bom ver cada vez mais iniciativas que tentam aproximar a arte das pessoas e dos seus corações.

Hoje foi o último dia do Festival, mas para o ano há mais. E já vou preparada para as pessoas lindas que lá passam. Entretanto se me virem nas selfies de uma velhota por favor comuniquem. Gracias.

As aventuras da Dalvia nos transportes públicos 

Tenho a dizer que adoro as pessoas nos autocarros (ou outros transportes) que falam altíssimo ao telemóvel. Ouvem-se coisas realmente interessantes.

O pior é quando falam alto, o que nos chama à atenção, mas depois falam numa espécie de linguagem marciana confusa, matando os meros mortais curiosidade.

Por isso, se é para despertar a minha curiosidade ao falar alto, por favor, pelo menos falem bem para eu perceber o contexto. Obrigado.

Simplesmente complicada

Eu sou ao mesmo tempo uma pessoa simples e também muito complicada. Tanto posso seguir com a maré, como ser eu o mar revolto. Tanto posso sorrir à chuva, como ser eu própria a tempestade.

A inconstância sorri-me. E eu? Depende do dia…

Como se pode conhecer uma pessoa que muda todos os dias, várias vezes dentro do mesmo? Como se consegue prever uma pessoa imprevisível? Como se pode amar quando se tem medo do desconhecido?

E se há dias em que o silêncio é o meu melhor amigo, há outros em que o mesmo me corta a garganta, como se uma voz cá dentro quisesse fugir, berrar. E se há dias em que o sol alimenta a minha alma, há outros em que o nevoeiro é toda a minha calma.

Simplesmente complicada… vivo, tento compreender-me, conhecer-me, a cada dia. E no dia seguinte a batalha recomeça. Que ciclo vicioso. Que eu perpetuo, porque talvez, e só talvez, chegue o dia em que a paz interior reine e a simplicidade seja perfeitamente complicada.

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Vivir Madrid, descubrir Madrid

Hola, que tal? Fui só visitar o forno que há ali em Madrid, destilar um pouco, comer uns churros com chocolate e perder-me entre calles e plazas. Mas já estou de volta!  Vamos lá salientar os pontos altos da viagem, vale?
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Como  nunca tinha ido quis ver tudo – todos os pontos turísticos, museus, parques, e depois começar a descobrir os locais que só poucos conhecem. Claro que ver tudo requer algumas coisas: tempo, organização, paciência e estar à vontade para andar muito (por vezes até perdida)… Felizmente consegui ver tudo a que me propus no início, e até tive algumas surpresas como ver a mudança da guarda real no Palácio, subir à cúpula da Catedral e encontrar mercados novos.

IMG_9759Mencionando alguns:

– Templo do Debod

– Barrio de las Letras

– Plaza del Sol

– Palácio Real de Madrid

– Catedral de la Almudena

– Chocolatería San Ginés

– Gran Vía

– Parque del Retiro

– Mercado de San Miguel

– Teleférico

– Rosaleda del Parque del Oeste.

Entre muitos, muitos outros locais, plazas, puertas, estações do metro impressionantes, que dão vontade de descobrir mais ainda, adentrar no coração da cidade, e apaixonar-me pela sua arquitetura, cultura e a língua.

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E isto sem ainda ter tocado na lista igualmente notável de museus: Reina Sofia, Prado, Thyseen, Arqueológico e do Traje – poucos quando comparados com a quantidade imensa que a cidade oferece. Uma coisa interessante que reparei: a maioria dos museus tem horários para visitas gratuitas, seja um dia inteiro (normalmente no fim-de-semana), ou apenas umas horas durante o dia. Isto permite que um número ainda maior de pessoas desfrute dos museus, inclusive os trabalhadores, visto que há horários “pós-laborais”! Ou seja, a possibilidade de ir apreciar obras de arte regularmente não está restrita a uma pequena minoria, pelo contrário: está ao dispor de toda a população, turistas incluídos. Em Portugal já se começa a fazer isto, com os dias grátis, normalmente o domingo, mas acho que ainda temos muito caminho pela frente…
museusOutro local completamente diferente, e relativamente novo, que tive a oportunidade de ver foi a zona de Madrid Río – um projeto particularmente interessante -, com os seus jardins, pontes e arte urbana, onde os habitantes próximos podem aproveitar para desfrutar a vida depois do trabalho e “ir à praia nos repuxos”. Também há o Matadero; como o nome indica trata-se de um antigo matadouro que abastecia a cidade inteira, que foi posteriormente restaurado, e atualmente é um centro cultural, oferecendo exposições, cinema, e no fundo um espaço mais alternativo para os amantes das artes.

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Em termos de deslocação achei tudo muito fácil! O sistema do metro é excelente – mesmo que ache algumas das estações meio feias -, e há também autocarros e comboios. Andar a pé também é uma solução, e boa, porque nos permite ir descobrindo mais e ver a cidade por através de outra perspetiva, é só preciso muita força de vontade. E cuidado não se percam como eu… mas vá… foi só uma vez…  e encontrei-me.

DSCF0576DSCF0451 DSCF0737O calor matou-me um bocadinho… bocadão… Parece que nem brisa nem vento passam pela cidade. Nem à noite! Aliás, num dia apercebi-me que estavam 34º às 23h da noite! E fui deitar-me na varanda como se isso solucionasse alguma coisa… Estamos habituados a que a hora de calor mais intenso seja entre as 12h e as 16h vá, mas lá é entre as 17h e as 19h! E o sol põe-se perto das 22h. DSCF0564

Falando nisso, a cidade dorme entre as 14h e as 18h – os estabelecimentos fecham, ficam só as lojas mais direcionadas aos turistas (e mesmo assim só os corajosos ficam), e voltam a abrir mais tarde. Portanto, comparativamente almoçam e jantam mais tarde, e as horas de ponta correspondem às 9.30h (visto que a maioria das pessoas começa a trabalhar às 10h), 14h e 21h. Por isso, imaginem só uma sexta às 21h na Gran Vía…

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Quase que ia perdendo o voo, mas graças aos deuses da TAP ele atrasou-se, e tiraram-me do lugar da janela (quem me tira isso rouba-me toda a alegria de andar de avião). Mas aqui estou eu, vivinha da Silva, com imensas fotografias e recordações, o coração mais leve e feliz, e já com saudades. Madrid, Madrid, voy a echarte de menos. 

Santos 2015 – a Graça é linda…

e “calma”! 

Vá, pseudo calma… Mas em comparação com Alfama ou com a Bica ganha nesse aspeto de certeza.

Este ano fui aventurar-me pela primeira vez e gostei muito! Diverti-me imenso, talvez por causa da excelente companhia que arranjei para os dois dias. Há melhor receita que um bom ambiente e pessoas ainda melhores? Acredito que não…

Santos populares

Entre as sardinhas, as bifanas, o pimento assado, a música pimba, boa conversa e recordações, até nos esquecemos que tudo o que tudo o que sobe(e ai se sobe!) desce, que alguém acabou de nos pisar ou empurrar, que o cheiro a tabaco incomoda e que os pés doem.

O tempo não esteve a favor, e só os audazes conseguiram desfrutar da vista – no meu caso do miradouro da Graça – sem serem levados pelo vento.

IMG_9127E bem, para o ano há mais 🙂