Dia de Memória do Holocausto

Fazem hoje 70 anos desde a libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau pelo Exército Vermelho, no que é denominado Dia de Memória do Holocausto.

Fonte: Exame.com

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Auschwitz é considerado o maior campo de concentração nazi, onde morreram cerca de 1,1 milhões de pessoas, dentro das quais 1 milhão seriam judeus oriundos de vários países europeus. Porém não é o único: existiam outros campos de concentração na Polónia como Sobibor, Treblinka e Belzec – que foram destruídos pelos nazis de forma a eliminar provas – e Majdanek – libertado pelo exército soviético a partir de 24 de Julho de 1944.

Apesar da evacuação de Auschwitz ter sido preparada a partir do final de 1944, somente a  27 de Janeiro de 1945 se tornou uma realidade. E com o conhecimento da aproximação do Exército Vermelho, as autoridades nazis transferiram no início de Janeiro de 45 a maioria dos prisioneiros do campo, nas conhecidas “marchas da morte” onde as pessoas saudáveis teriam de deslocar-se, muitas vezes a pé, até 250 km , com a neve, o frio e sem alimentos ou abrigos. Assim, em Auschwitz ficaram 7000 prisioneiros esfomeados e exaustos, que seriam resgatados pelas tropas soviéticas.

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No local de Auschwitz I e II foi criado um museu e memorial em 1947, que só no ano passado recebeu 1,5 milhões de visitantes. A UNESCO declarou as suas ruínas como Património da Humanidade em 2002.

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Hoje, cerca de 300 sobreviventes do campo regressaram ao palco dos seus pesadelos, passando pelo portão de ferro com a frase “Arbeit macht frei” – o trabalho liberta. A maioria tem mais de 90 anos, e portanto Piotr Cywinski (diretor do Museu) destaca que será “o último aniversário de número redondo celebrado na presença de um importante grupo de sobreviventes”.

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Para eles os gritos ensurdecedores dos eletrocutados ainda fazem eco nas suas mentes, as faces das pessoas a caminho das câmaras de gás ainda lhes atordoa a memória, o medo constante de morrer ainda não se desvaneceu. Ali viveram na pele o terror que o homem pode idealizar e consumar – o que ódio pode provocar. Ali perderam a família, o orgulho, a esperança, e viram tantos perder a vida. Só pedem que os crimes cometidos não se repitam, visto que nada poderia trazer de volta a sua vida, infância e família.

Fonte: Exame.com

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O presidente alemão, Joachim Gauck, solicitou às novas gerações que mantenham viva a memória dos acontecimentos para que eles não se repitam. O Holocausto não pode nem deve ser esquecido. As mortes que ocorreram, o ódio que foi sentido não podem ser esquecidos.

E eu acrescento que não deve ser lembrado de uma forma pejorativa, acusando ou exigindo dos outros. Não. Pelo contrário. Deve servir para relembrar aquilo que o homem pode fazer para alimentar as suas necessidades e o seu ego, para seguir com os seus ideais, e partindo daí não permitir que aconteça novamente. O mundo estaria perdido se não aprendêssemos com os nossos erros.

Nunca gostei de dar esta parte da história quando estava na escola. Deixava-me revoltada e toldava o meu raciocínio. Não conseguia (nem consigo) perceber o que leva alguém a exterminar a vida de milhões de pessoas. Não queria (e não consigo) entender os “motivos” que eram apresentados para o fazer. Não entendia, não entendo e temo que nunca entenderei.

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Fonte: Exame.com

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