Sentimentos pós jogo

Como já devem saber, até porque eu mesma comentei, ontem foi o jogo de Portugal com os EUA. Mais uma disputa por um lugar nos oitavos de final. E empatámos.

Eu não sei muito sobre o futebol, não sou muito técnica (apesar de estar a aprender muito neste Mundial), mas sei ver a paixão. E essa só vi nos primeiros 5 minutos do jogo, onde conseguiram mesmo um golo.

Logo aí deram motivos aos portugueses para acreditar, para torcer, para continuar a ter esperança. Claro que isso não durou muito, porque perderam a garra, pensaram que já estava feito, quando ainda tinham 85 minutos para jogar.

Depois veio um golo dos EUA, e mais outro. E ao segundo a esperança morreu, pelo menos para mim admito. Via nos jogadores americanos garra, força para continuar, e via os nossos cansados, com lesões a seguir de lesões.

Por fim, nos últimos minutos veio o golo do Varela, um milagre, uma resposta às orações de 10 milhões de portugueses.

Mas, mesmo com o empate, o que paira no ar dos portugueses é desilusão.

Para mim fica complicado explicar como é que um país com tradição de futebol, com ótimos jogadores que já fizeram história e com o melhor do mundo, consegue empatar com os EUA, sem tradição de futebol, até lhe chamando por outro nome, e com jogadores “importados”.

E agora as pessoas pensam que ainda há hipóteses. Isso até me dá vontade de rir, porque parece que não viram o jogo do Gana contra a Alemanha, porque se tivessem visto estariam a morrer de medo como eu.

Parece que os nossos jogadores estão velhos, cansados. Parece que o selecionador escolhe nomes e não desempenhos. Parece que algo de muito mau está a correr nesta preparação, porque senão não ocorreriam tantas lesões.

E permanecemos com bons jogadores no banco, deixando-os os entrar quando estamos aflitos. Deixemos os jovens dar caras. William, Eder, Varela.

O Beto que se portou tão bem na baliza. O Ricardo Costa que, na minha opinião, fez uma das melhores defesas do jogo. Eder, que acrescenta velocidade, e corre que nem um doido pelo campo todo, não ficando só lá à frente à espera que a bola caia do céu. Isto só para mencionar alguns que eu achei que nem sempre são reconhecidos.

O Cristiano Ronaldo, intitulado melhor do mundo, ainda não mostrou, pelo menos a mim, que é o melhor do mundo. Muito pelo contrário. Ainda tem muito que mostrar, muito que crescer quando se fala de trabalho na seleção portuguesa.

Dia 26 temos o encontro contra o Gana. E só resta esperar pelo melhor.

Mas deixando o amor à seleção de lado e falando de futebol a sério, eu não ficaria muito tempo triste se Portugal abandonasse a corrida. Isto porque neste Mundial está a jogar-se futebol a sério, com paixão, com garra, com amor à camisola e ao país. Há tantas seleções a surpreender como as da América Latina. E Portugal ainda não demonstrou estar a esse nível. E por mais que tenha amor à camisola portuguesa, tenho amor ao futebol bem jogado, e quero mais do que tudo uma final disputada pelos melhores. Portugal só tem de chegar a esse ponto.

Desculpem o desabafo, mas não consigo trabalhar se tiver isto preso na garganta. Portugal, ganhando ou perdendo, vamos ser  felizes!

#aDalviacomentaaCopa

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