Porto em detalhe

Já partilhei convosco a minha mais recente viagem ao Porto, mas não entrei em detalhe. Mas vou fazê-lo agora, mostrando possibilidades, locais a visitar e dicas que certamente poderão ser úteis no futuro.

Comecemos com a viagem. Fomos de comboio, e aproveitamos um desconto especial, que deixou a viagem, ida e volta, a 30€ – uma redução significativa comparando o preço das viagens em separado e sem desconto.

E escolhemos um ótimo hostel. Situado no centro do Porto, a segundos dos Clérigos, o Yes! Porto Hostel foi perfeito para nós. Um ambiente descontraído, jovem e dinâmico, com muitas ofertas. Um quarto para 5 pessoas, ficou a 30€ cada (por duas noites), com o pequeno-almoço incluído. O hostel tem um serviço de visitas guiadas pela cidade, a duas horas diferentes, bem como um rally-tascas, pelos bares do centro. O staff é essencialmente jovem e completamente disponível para ajudar. Recomendo bastante!

Mural do Yes! Porto Hostel

Mural do Yes! Porto Hostel

Apanhamos o comboio de manhã, de forma a chegar ao Porto pelas 11h, de forma a aproveitar o resto do dia. E assim foi.

Quando chegamos, partimos rumo aos jardins do Palácio de Cristal, que foi um excelente ponto de partida para a aventura. Os jardins são lindos, com uma vista maravilhosa – que aliás nos acompanhou em todos os locais visitados – e com pavões (sim, pavões).

Palácio de Cristal

Palácio de Cristal

Seguidamente, e já com fome, partimos para o café Santiago, um dos melhores locais para comer francesinha. E foi um belo começo para a nossa experiência gastronómica no Porto. Realmente delicioso, e a um preço razoável por uma refeição que satisfaz o corpo e a alma.

À tarde subimos a torre dos Clérigos, por apenas 2€, para mais uma vez usufruir de uma vista magnífica. Visitámos, rapidamente, a livraria Lello, o jardim da Cordoaria e o miradouro na rua de S. Bento da Vitória. Tudo isto se encontra relativamente perto, e por isso foi fácil de encontrar tudo, e conseguimos andar a pé.

Vista do Miradouro

Vista do Miradouro

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O resto da tarde foi dedicada ao centro, seja ele Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. E depois de uma busca ao supermercado mais perto (que não foi fácil), ficámos numa esplanada, com café a 0.50€ (impensável em Lisboa).

Depois de descansar (e dormir uma sesta, confesso), partimos para o jantar nos Caldeireiros, um recém restaurante super perto do nosso hostel. Aqui serve-se, principalmente, pratos leves, espécie de entradas, a um preço bastante acessível . Eu experimentei pica-pau, e estava realmente muito bom. Mais um ponto para a comida do Porto.

Regressámos ao hostel para participar numa tradição do mesmo de shots grátis às 11h. É no fundo, um momento que eles tiram para agradecer aos clientes por estarem ali com eles e uma forma de dar início à noite. Ora, eu não bebo, e não gosto de noites que ultrapassam as 12h, por isso bebi um shot de café, puro, para aguentar o que vinha a seguir.

Devo dizer que a vida noturna me desiludiu. Não sei bem porquê, mas não é nada daquilo que estava à espera e é muito diferente da de Lisboa. E a noite foi um fracasso e acabou cedo, porque desilusão e exaustão nunca combinaram.

No segundo dia, de manhã fomos para a baixa, desta vez rua da Santa Catarina. E aqui notou-se logo um erro massivo na nossa programação. Era domingo, e ao domingo não há qualquer movimento. A rua, que no dia anterior estava apinhada, encontrava-se às moscas, e tudo o que nos restava era um centro comercial – muito giro, por caso. Como viríamos a aprender, domingo é como um dia sagrado no Porto: as lojas fecham, as pessoas não saem de casa, as ruas ficam vazias.

Mas mesmo assim aproveitamos. Vimos lojas, fizemos tempo e acabámos por comer ali mesmo, num dos restaurantes de comida rápida que por lá haviam.

Casa da Música

Casa da Música

De seguida, partimos para a Casa da Música, cuja arquitetura fez com que me apaixonasse. Completamente moderna, numa mistura de texturas e materiais. E aparentemente foi a tarde da arte, porque a próxima paragem foi a fundação Serralves, na qual só visitámos os jardins.

E que jardins! Uma mistura entre árvores altas, labirintos baixos, fontes, prados, subidas e descidas. Vi de tudo, até uns bois, burros e ovelhas que pastavam por ali. Realmente encantador. Alguns locais pareciam saídos de Nárnia. E aqui conseguimos mais descontos! Se apresentar cartão Jovem, de estudante ou BPI não paga a entrada (ou paga 50%, no caso do cartão Jovem). E mesmo que não tenha nenhum desconto, por 4€ pode visitar os jardins e por 8€, os jardins e o museu (que definitivamente vou ver numa próxima viagem).

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Serralves ou Nárnia?

Serralves ou Nárnia?

Daqui, seguimos em frente para a foz, onde percorremos a praia quase toda, levando o nosso tempo, parando à beira do mar, já que o tempo assim o permitia.

Nessa noite jantámos no restaurante Capa Negra, com a melhor francesinha do Porto (do país, talvez). Saímos de lá a rebolar, mas valeu a pena. Para mim, foi, de facto, a melhor francesinha da viagem inteira, e provavelmente, da minha vida.

No terceiro e último dia, tivemos de andar com as malas (uma parvoíce, olhando em retrocesso), e estávamos já super cansadas. E o dia começou connosco a perder-nos, pela primeira vez, em Gaia. Perdemos imenso tempo a ver para onde tínhamos de ir, e portanto saltámos logo para o almoço.

Este foi na margem de Gaia, à beira rio, num restaurante chamado, exatamente, Ar de Rio. Comemos na esplanada, para aproveitar o tempo maravilhoso, e fomos muito bem servidas. E aqui teve lugar a última francesinha da viagem – à terceira é de vez.

Ar do Rio

Ar do Rio 

Depois do almoço aproveitámos bem a vista para a Ribeira e a sombra, e o ângulo perfeito para tirar fotos da ponte D. Luiz I. Depois partimos para a ribeira, onde acabámos por nos sentar numa esplanada, novamente a aproveitar o tempo e comer gelados.

Cais de Gaia

Cais de Gaia

Logo a seguir, fomos em busca do parque S. Roque – que eu acredito até hoje que não encontrámos – porque ficava perto da estação de Campanhã, para o regresso. O parque a que fomos não tinha nada de especial, e não correspondia a nada daquilo que tínhamos visto, por isso demorámos pouco tempo.

Um último super lanche/jantar no McDonald’s, para irmos cheias para a viagem, visto só chegarmos a Lisboa às 23h, e por fim partir para a estação de Campanhã, rumo a casa.

Ao todo, gastei 132€ em toda a viagem, incluíndo transportes, hostel e refeições.

Dicas, não só para o Porto:

  • procurem qual o melhor passe de transporte para a vossa viagem, um que se adapte a tudo que vão fazer. Neste caso, eu escolhi o Passe Andante 24h, da zona 2, a 4,15€. Este passe dava para andar em todos os transportes, excepto elétricos, na zona 2, que compreendeu tudo aquilo que nós andámos (que não foi pouco), e que nos deu muita mais liberdade para apanhar vários transportes e nos deu muito jeito quando nos perdemos.
  • não poupem na comida. A gastronomia, não só do Porto, como de todo Portugal, é esplêndida. Então não vale a pena tentar poupar neste ponto, comendo em locais mais baratos. Aproveitem a comida local e esqueçam completamente as dietas e afins.
  • aproveitem a arte.
  • andem bastante a pé, só assim podem descobrir novos caminhos, novos atalhos, etc.
  • aproveitem a vista. Em todos os bairros há um miradouro, vão e deslumbrem-se.
  • não tenham medo de perguntar, as pessoas são super simpáticas e sempre disponíveis para ajudar.
  • programem tudo. A programação é uma parte essencial para qualquer viagem. Perguntem-se para onde vão a partir de onde, e tracem um itinerário, com mapas, indicações, transportes. Assim passam menos tempo perdidos e mais tempo a desfrutar.
  • capturem o momento. Antes não gostava muito de fotos, e apesar de não continuar fã, já vejo mais utilidade.

E é isso (tudo isso). Espero ter ajudado com as dicas, e ter-vos convencido de que o Porto é uma cidade a ver, porque realmente o é. Viajar faz bem à alma, por isso sugiro fortemente que o façam sempre que puderem.

Ribeira (vista de Gaia)

Ribeira (vista de Gaia)

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