O que fazer?

O que fazer quando o coração aperta e as palavras magoam? O que fazer quando as lágrimas se aproximam tanto, que não as conseguimos esconder? O que fazer quando o mundo desaba, mas nós somos os únicos que já não o sentimos? O que fazer quando a nossa confiança e a nossa amizade são traídas?

Eu não quero que ninguém me responda a estas perguntas, até porque eu sei a resposta: “continua a respirar, continua forte, continua a acreditar na vida, continua…”. Eu só quero tirar essas perguntas de dentro do meu ser, deitá-las ao mundo, talvez culpá-lo um pouco… Quero alguém que as oiça, que não as ache absurdas, que não diga nada.

Preciso de um abraço forte, daqueles sem perguntas e sem resposta. Apenas uma ligação momentânea entre duas pessoas, dois seres, duas almas, uma transfusão de paz. Acho que só preciso mesmo de um abraço. Preciso de um porto de abrigo.

E quando as perguntas se acumulam, e as respostas tardam, o coração vai pesando, mais e mais a cada dia, até que atinja o meu limite. E aí vou chorar, esteja onde estiver e com quem estiver. É só um aviso.

Queria mais respostas, menos perguntas, mais abraços, menos conversas (há dias em que as conversas só são boas comigo mesma, porque eu compreendo-me, e não tenho de me repetir ou dividir).

Queria saber o que quero e o que sinto…

 

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One thought on “O que fazer?

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