Angola – Parte 3

E então chegamos à terceira e última semana. E não há muito que se lhe diga.

A primeira parte foi passada a descansar, recarregar as baterias, matar saudades, ver todas as famílias que tínhamos de ver.

E aí chegou a sexta-feira, e a festa começou. Fomos ao Mussulo!! Saímos de manhã super cedo, para poder apanhar o primeiro barco, e tirar o máximo partido do dia.
A viagem de barco é sempre algo agradável, e quando chegamos lá, a areia branca, o mar e a própria infraestrutura criada, são maravilhosos.
Apesar de nós termos ido na época de Inverno, para nós continua a ser relativamente quente, em comparação. E portanto, não temos medo de mergulhar.
A princípio a água estava muito fria, para não variar, mas depois do primeiro mergulho, é realmente agradável estar ali de molho.
O único senão que tenho a apontar é que existe um grande buraco no mar, uma quebra gigante, onde de repente temos pé, e no segundo seguinte caímos dentro de um buraco de 5 metros. Isto acontece porque retiraram bastante areia para acrescentar à costa, levando assim à quebra gigantesca. E só mesmo quem sabe nadar se deve aventurar para lá do limite. Por isso, não é muito aconselhado às crianças, que só podem ficar à beirinha e só com supervisão de uma adulto bom nadador.
A realidade é que antigamente se podia nadar livremente naquele mar, mas agora com o aumento da ocupação do Mussulo isto vai tornar-se cada vez mais comum, o que é uma pena. E o pior, é que acontece em toda a zona de costa de Luanda: as costas são ocupadas por casas, que tapam a vista marítima, a ilha foi reorganizada com separadores de betão, o próprio Mussulo está completamente diferente e demasiado remexido. E a Natureza não vai tardar a dar o seu parecer nestes assuntos, e quando ela demonstrar a sua fúria, que ninguém chore pela sua casa ou o seu negócio.

Nós ficamos num espaço bem acolhedor, com espreguiçadeiras na areia, e num toldo, lá chamado de jango. E não podia faltar o churrasco, com várias carnes e batata doce assada. Tudo o que se quer e precisa num dia de praia.

O resto da semana passou muito rápido, mais uns almoços, mais uns familiares, mais umas festas. E começa a correria de fazer malas, preparar tudo, as últimas despedidas.

Os Must’s da Cidade

E hoje, para finalizar tenho algumas poucas coisas a assinalar:

  • O Mussulo, como não poderia deixar de ser, devido à experiência maravilhosa que é e que não se pode perder.
  • O gelado da Pensão Alcobaça. Sonhei com ele mesmo antes de aterrar. Era um gelado que costumava comer quando era pequena, e a única recordação sóbria da minha infância. E tinha de o comer. Foi tudo o que esperava e que me lembrava. Leve, saboroso, cremoso. E queria mais, muito mais. É daqueles gelados que não se pode comer dentro da gelataria senão compra-se mais um ou dois, ou cinco!! Muita gente me disse que já não é um dos melhores da cidade, mas para mim será sempre

E assim acabou a aventura de 3 semanas, um rápido regresso ao passado!

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