Sê sozinha, vive a solidão

Eu sou bastante amiga da solidão, aceito-a como parte de mim e abraço-a de vez em quando, ou seja, quase sempre. Isto não quer dizer que não goste de estar acompanhada, porque até gosto, mas também sei ser sozinha quando quero e quando preciso.

Por vezes, só precisamos de nos desligar do mundo, fechar a porta do exterior. Nem que seja só um dia ou poucas horas. Um tempo a sós, onde a única distração somos nós e os nossos pensamentos.

Falando nestes, temos de deixar que fluam, que nos movimentem, que nos guiem.

Como Elizabeth Gilbert escreveu no recente romance “Comer, Orar, Amar”: “Fica sozinha. Aprende a caminhar na solidão. Faz um mapa dela. Senta-te com ela por uma vez na vida. Bem-vinda à experiência humana.” Ela faz com que pareça tão natural, tão simples desconectar-nos, tão fácil.

E não é. Cada qual tem a sua ocupação, a sua distração, aquilo que o afasta da solidão.

E se forem como eu, vão arranjar forma de se sentirem sozinhos no meio da multidão. Isto porque a multidão não me compreende tão bem como eu mesma. A multidão não me conhece tão bem. A multidão nem sempre me quer bem.

Mas eu quero, mesmo nos momentos mais escuros.

A solidão ajuda-nos a aceitar-nos exatamente como somos, sem tirar e encontrando o que precisamos de por.

Fiquem sozinhos, aproveitem a solidão, naveguem nela. Sem medo, afinal são só vocês mesmos. Descubram-se, que eu por aqui faço o mesmo.

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